sexta-feira, 14 de outubro de 2011

AJO, LOGO AJO

É de fato interessante essa sequência: Penso, logo ajo. Como exposto há duas postagens anteriores (veja clicando aqui). Ou seja, é notório que os bons pensamentos incitam boas ações. Poucos são os que duvidam deste fato. Porém, não seria o pensar também uma ação? Não parte de si um desejo, uma vontade, muitas vezes maléficos e o si deve se esforçar para inibir (ação) estes dois focos de possíveis problemas? Esse esforço não é trabalho? Energia? Afinal muito, e põe muito nisso, se luta para bloquear estes focos e também muito se luta para alimentar as boas sementes.
Bom, considerando que o pensar é um certo tipo de ação chegamos a uma nova conclusão: Ajo, logo ajo (ou reajo, sei lá). De toda forma podemos então deduzir que uma boa ação (por si só) gera uma outra boa ação. E podemos medir isso. Pratique o bem e verá que este se multiplica. Pratique o mal e também o verá se reproduzir.
Aqui, chegamos a um ponto outro ponto interessante: Se pensar é uma ação e substituirmos na conclusão de nossa dedução ficamos com: Ajo, logo penso! Esta é bem mais difícil aceitar. Será que se eu fizer o bem vou passar a pensar o bem? Parece não fazer muito sentido, mas como o livro do Monge e o Executivo cita, este é um efeito chamado de paralaxe (Paralaxe vem do Grego: παραλλαγή que significa alteração),trata-se de uma alteração do ponto de vista. Repito é muito difícil pensar que se, simplesmente, tratarmos (ação) alguém bem, passamos a gostar e desejar o bem para essa pessoa. Veja, apesar de parecer um afronta à nossa lógica corriqueira, ajuda nos a entender que algumas responsabilidades não são fardos a exemplo daquela frase da raposa do pequeno príncipe: "Torna-se eternamente responsável por aquilo que cativas." Aqui, claro, vai-se um pouco mais além e adentra a esfera da responsibilidade atribuída aos atos, mas o que fica é que realmente não será um fardo se aplicarmos a lógica: Ajo, logo penso!
Pratique, mude, teste. Ficarás maravilhado!

SK

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